"Cuide para que tuas palavras sejam melhores que teu silêncio"
(Provérbio Indiano)
Há o silêncio da ignorância.
De quem não sabe desde infância.
Há o silêncio da dor.
Que só é suportável para quem não a padece.
Há o silêncio do cansaço.
De quem desconta no trago seu sofrer.
Há o silêncio arrogante.
Que parece de moça ingrata.
Há o silêncio colorido.
De quem está sem graça.
Há o silêncio estupefato.
Que surge quando ela passa.
Há o silêncio da prece.
De quem tem sua hora sagrada.
De quem tem sua hora sagrada.
Há o silêncio da missão.
Que só finda quando é cumprida.
Há o silêncio da reminiscência.
De quem se emociona e nunca se esquece.
Há o silêncio do arrependimento.
Que não adianta em atraso.
Há o silêncio solitário.
De quem tem a utopia no traço.
Há o silêncio sepulcral.
Que não se quebra por quem não volta mais.
Há o silêncio humilde.
De quem não é atroz.
Há o silêncio das juras.
Que fazemos a sós.
Há o silêncio de júbilo.
Que ilumina nebuloso dia.
Há o silêncio vagabundo.
De quem aprecia a hipocrisia.
Há o silêncio da incerteza.
Que não mostra o que tem na cabeça.
Há o silêncio da ausência.
De quem não tem brio nem caráter.
Há o silêncio da impaciência.
De quem está esperando.
Pode esperar.
Que irá ser feliz, e amar e amar.
(W.B.)

