"O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo."
(George Bernard Shaw)
"Às vezes o melhor jeito de chamar a atenção de alguém é parar de dar atenção."
(Bob Marley)
No seu tribunal.
Não fui eu que julguei.
Se fizesse uma delação.
Não teria premiação.
Tem honorário, não.
O que que tem não sei.
Só há condenação.
Somos vítimas e réus.
Um prisioneiro.
Que se livra da grade.
Descobre que o grilhão.
Jamais é banal.
Jamais é banal.
Destituído sem assumir o trono.
Lançado a um canibal.
Dessabe o que lidou.
Pois sempre tergiversou.
Pois sempre tergiversou.
Não.
Não tem não.
A minha antiga afeição.
A minha antiga afeição.
Não tem não.
A minha preocupação.
Incluí-me fora de seus rolos.
Das culpas e dos dolos.
A peça que quer encenar.
Já conheço o final.
Um pavio a crepitar.
Irá dinamitar.
O que se estilhaçou.
Não se pode restaurar.
Não se pode restaurar.
Não.
Não tem não.
A minha velha atenção.
Não tem não.
Só rolou protelação.
Não.
Não tem não.
Nenhuma explicação.
Não tem não.
Prescrição nem absolvição.
Não.
Não tem não.
Nenhuma explicação.
Não tem não.
Prescrição nem absolvição.
Meu bem.
Você trucidou.
Em um momento dilacerou.
E a dileção de outrora.
Agora jaz.
Não.
Não tem não.
Só sobrou a absunção.
Não tem não.
Só restará terceira compunção.
(W.B.)









