"O sábio envergonha-se dos seus defeitos, mas
não se envergonha de os corrigir." (Confúcio)
"A verdadeira maneira de se enganar é julgar-se mais sabido que outros."
(François de La Rochefoucauld)
Há um sentido na dor.
O momento de calafrio.
O clamor de um alívio.
Um café amargo para ingerir.
Um mal para expelir.
Tento relembrar sua fé.
Olvide me achar quando vier.
Quando vier será insano.
Há algo quente, estranho e novo.
Se vier terá de regressar.
É outro mote, outro enfoque.
Singelo toque.
As mãos falhas levaram-me para guilhotina.
Dilacerou-me uma parte.
Pés gelados não mais sentem.
Pus as fichas em outras cartas.
Conseguiremos contando moedas.
E nosso crime é absolvido.
Se não tiver.
Se não tiver.
Nenhum delator.
Se fizer algo estúpido.
Não esquente, é estranho, é novo.
Se fizer terá de continuar.
Aprimorar, alucinar.
Quando quiser.
Quiser algo único.
Sabe quando, como e onde.
Pois, quando quer se rechaça.
Repele o mal.
E no final.
O toque é outro.
(W.B.)
