terça-feira, 9 de julho de 2013

Quando quiser...



"O sábio envergonha-se dos seus defeitos, mas não se envergonha de os corrigir." (Confúcio)

"A verdadeira maneira de se enganar é julgar-se mais sabido que outros."
(François de La Rochefoucauld)





Há um sentido na dor.
 O momento de calafrio.
O clamor de um alívio.
Um café amargo para ingerir.
Um mal para expelir.


Tento relembrar sua fé.
Olvide me achar quando vier.
Quando vier será insano.
Há algo quente, estranho e novo.


Se vier terá de regressar.
É outro mote, outro enfoque.
Singelo toque.


As mãos falhas levaram-me para guilhotina.
Dilacerou-me uma parte.
Pés gelados não mais sentem.
Pus as fichas em outras cartas.
Conseguiremos contando moedas.


E nosso crime é absolvido.
Se não tiver.
Se não tiver.
Nenhum delator.


Se fizer algo estúpido.
Não esquente, é estranho, é novo.
Se fizer terá de continuar.
Aprimorar, alucinar.


Quando quiser.
Quiser algo único.
Sabe quando, como e onde.
Pois, quando quer se rechaça.
Repele o mal.
E no final.
O toque é outro.


(W.B.)