sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A dança do tempo




"Na convivência, o tempo não importa.
Se for um minuto, uma hora, uma vida.
O que importa é o que ficou deste minuto, desta hora, desta vida."



(Mario Quintana)



Fiquei sozinho por um tempo.
Até o dia que você surgiu.
Está tudo mudado.
O motivo é você.


Desairosa memória.
Sigo leve como nunca vivi.
União nossa sorte.
Desvaneceu descrenças.


Não voltaria a ser.
Um mau rapaz.
Deixaria de ser.
Um mau rapaz.


Renovou um sentimento.
A noite brilhou quando sorriu.
O mundo é conquistado.
Quando estou com você.


Reavivada esperança.
Que seja breve seu partir.
Então até a morte. 
Não seremos dilemas.


Uma dança, um momento.
Relevância não é a esmo.
Tarde durmo, sonho acordado.
Meu devaneio é você.


Eu tentarei ser.
Um bom rapaz.
Eu passaria a ser.
Um bom rapaz.
Só porque encontrei em você.
O amor e a paz.


(W.B.)

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sem dilema




"...O casal estava voltando.
Eles não tem medo de nada juntos.
Desafiaram satanás e todas as legiões..."


(Emily Bronté)


Chegaste na certa hora.
Trouxeste paz.
O bem que me fazes.
Outras não podem fazer.


Não é exagero.
Todos podem ver.
Tu sabes o modo.
De não entristecer.


Tens uma magia.
Sem equiparação.
Juntos não temos nenhum dilema.
Nem insatisfação.


Não tens receio.
Tampouco aflição.
Só os anseios.
De outra ocasião.


Tu sabes como.
Me fazer sorrir.
Tu sabes como.
Me fazer feliz.


A tua magia.
Não tem explicação.
Juntos o nosso.
Pequeno problema.
Sempre tem solução.


Tiveste de ir embora.
Voltarás logo mais.
O teu regresso.
Bem demais me faz.


Não há dinheiro.
Que possa adquirir.
O teu afago.
E que me fazes sentir.


Antiga cantilena.
Tem nova versão.
Porque parece.
Que és minha menina.
Até o fim.

(W.B.)