terça-feira, 30 de novembro de 2010

(In)sanos




"Que é a vida senão uma série de loucuras inspiradas."



(George Bernard Shaw)


Onde tem final feliz?
E qual é a superação?
Se é bem ruim, queime, destrói.
Agora vou para onde?

Já criei sete agendas.
Sem acordo bilateral.
Uniu corvos e pombos em comunhão.
E o que mais sente?
Os percalços que vem são indecentes.
E os ascendentes?

Já criei sete agendas.
Para a guerra cambial.
Sumiu novos donos da inflação.
Onde tem mais pente?
Descalços correm para a frente.
Toda a gente?

Os insanos estão voltando.
Os insanos estão voltando.
Pode tentar, vai, mas sei que não retrai.

Os insanos estão voltando.
Os insanos estão voltando.
Pode lutar, vai, sei que não se distrai.


Viu dor, com dor.
É feliz?

Sentindo pavor de Califórnia a Paris.
Abre o laptop, fecha a crise o país.
Quer sanidade?
Eu quis, ser Capitão América!

Derrama o suor que percebi.
Sem valor afinal.
Dois mil pobres contentes aqui.
Especulando, que tal?
Quem mais supostamente diz.
Que é errado e que é mal?

Os insanos estão chegando.
Os insanos estão chegando.
Mas eu sei que o pior mal é o que legaliza Reais.

Os insanos estão lutando.
Os insanos estão lutando.
Pois sei que o mal, agoniza nos finais.

Os insanos estão pensando.
Os inanos estão pensando.
Pois querem o sal, das conquistas detrás.


(W.B.)



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Firmamento




"É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado."



(Guimarães Rosa)


O sol de antes não tem.
Pá de cal, cal!
Tem uma cor disforme.
Só mais um céu sem cor.
E você vem para onde eu for.

Vem mais um degredo.
Vem mais um degredo.
Não há ponte para outras chances.
Vem mais um enterro.
Vem mais um enterro.
Não há fonte atrás do bosque.

Para si abençoa o pecador.
Chego quando refletiu sobre alguém.

E o raio do meu céu.
Não tem dor como a dor dos seus véus.

Tem quais segredos?
Tem mais segredos?
Não há um monte de chances.
Tem mais janeiros.
Tem mais verdadeiros.
Há quem aponte a verdade.
Não há mais medo.
Não estás com medo.
Não conte atrás que não vale.

O sol nesse instante tem.
Sem igual, igual.
Uma cor sem nome.


(W.B.)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Só eu sei...



"A vitória pertence ao mais perseverante."


(Napoleão Bonaparte)


Sou mais uma vez achado como livre detento.
Coquetel molotov nem de cachaça há mais.
Só mais uma vez o bicho não é de poder.
Onde tudo que estudei e constatei que freis não são pardais.

Só eu sei como é frio o abraço que te dei.
Só eu sei o vazio com o braço que andei.

Vi esperando na estação.
A medicação que não vem.
Um mês de preparação.
E minha reputação.
Não pode ir para o ralo meu bem!

Não é chique seus chiliques.
Se tudo que dizes é o que tem.
Contraditoriamente é elementar que a verdade surge logo além.

Só eu sei como é ser livre do inferno.
Hotel ou barraco para quem é livre é o céu.
Só mais uma vez abro um novo arquivo.
Vi seu dom e que tal com sais provar seu mel.

Só eu sei como é o rio raso em que nadei.
Só eu sei o brio falso que desvendei.

Está esperando a estação.
No inverno a floração não vem.
Meses de concentração.
Vou conquistar o coração.
E toda a verdade que ela tem.

Chique sem esquisitices.
Disse que suas madeixas têm.
Algo raro e distinto.
O liso caráter que vejo bem.

Só essa vez.
Só mais uma vez.
Só dessa vez.
Sou quem mais sei.
Sou eu que sei.



(W.B.)

sábado, 20 de novembro de 2010

(Re)Luz ... que s(c)egue...




"Os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera."



(Che Guevara)


Quando encontrar.
Será bom a beça.
Acho que não preciso.
De contendas irreais.

Se eu minto vejo a morte.
Só imbecis não sabem.
Nâo vêem a beleza.
Daquilo que mostrei.
E o que serei.

Acabou com a rima.
E com a irmã.
É velha artimanha.
De um novo amanhã.

Sorriso sem cor.
É que pode mudar.
Seu sorriso é que me faz sorrir.
Com reta, sem curva, vamos partir.

Finjo a dor sentida.
Finjo completamente.
Deleto a desgraça.
Copio um dia diferente.

É triste o desespero.
Na fria madrugada.
O calor da alegria.
Na sua risada, não esfriou.
Acho que esquentou.

A fada do nosso condão.
Traz outra vitória.
Minha pátria quis.
Expurgar aquilo que faz.
Você ser infeliz.

Como um mudo que clama sua companhia.
Como um mudo que se apavora.
O mundo se ilumina, quando chega.
O mundo é outro, a partir de agora.


(W.B.)


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Caminhos (D)




"A persistência é o caminho do êxito."


(Chaplin)


Está lá fora calada ou com alarde?
Está na mata, no copo ou no enfarte?
Está em tudo, no nada ou sobretudo?
Está sozinha?
Está junto?
Está onde longe daqui?
Está vendo?
O que eu já vi?

Está firme, na memória e no humor?
Está vazio, com frio ou com calor?
Está cheio, fatigado, insone?
Está desejando quem a ame?

Será Cinderela?
Será Cruela?
Quem é ela? O que é ela?

Está no tape, ao vivo e em cor?
Está no cheiro, no tempo e no sabor?
Está no meio, está no lado e no muro?
Está encantada?
Está em conluio?
Está onde longe daqui?
Está percebendo?
O que já percebi?

Está no empenho, no horário e de prontidão?
Está no segredo, na cura e no perdão?
Está lá fora, na reta, no enxame?
Está querendo quem a ame?

Na passarela?
Na viela?
É ela? Será ela?

Está agora, com medo, faz parte?
Está gata, olho sua arte?
Está mudo, quieto e sisudo?
Está parada?
Está no mundo?
Está ainda longe daqui?
Está sentindo?
O que eu já senti?

Está imune, à vitória, ao amor?
Está no lacaio, no tiro, no pavor?
Está no gesso, na gaze e no neném?
Está no mundo de ninguém?

Na janela?
Na ruela?
Pode ser ela? Virá a ser ela?

Na aquarela?
Na tela?
Onde está ela? Eu quero ela!

(W.B)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Uns e umas


"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."



(William Shakespeare)


Um livre arbítrio.
Um triste alívio.
Um martírio extirpado.
Um colírio evitado.


Uma peça juntada.
Uma peça montada.
Uma peça cotada.
Uma peça multada.

Um segredo revelado.
Um degredo detestado.
Uma lágrima solitária.
Uma lástima voluntária.

Uma graça puída.
Uma farsa roída.
Um sentimento passageiro.
Um arrependimento traiçoeiro.

Um conto de fada.
Um conto de nada.
Um canto de luz.
Um canto de cruz.

Uma vida vivida.
Uma vida levada.
Uma vida sentida.
Uma vida sem nada.


(W.B.)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Estrelas



"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença."


(Érico Veríssimo)



Eu não nego o que faz para si.
Voei no céu da minha boca e não é errado para mim.
Agora o capataz está atrás do que não há mais.
Procura o que não mais tem.
As estrelas do céu do meu bem.


Não falhei em histórias atuais.
Um novo rei dará tiros a mais.
Viu que renovou o algo que só eu sou.
Mas é raro o que vejo bem.
As estrelas do céu do meu bem.


Guerreiro bravo vencendo.
Com pouco medo sei que ele vai resistir.
Em silêncio diz te quero.
Reparei que não há mais inverno.
Os raios estão em outro céu longe daqui.


Some de vez quem trai o dono.
Não há resposta para sua ação.
Armei confuso o aparato que não viu.
Renasci e compreendem.
As estrelas do céu do meu bem.


Em silêncio não desespero.
Salvei-a de um triste inferno.
Tem raios outro céu distante daqui.


Só uma vez atrai o dono.
Aguardarei apenas mais uma decisão.
Amei profundo tudo que proferiu.
Renasci com o que só você tem.
As estrelas do céu do meu bem.
Novas estrelas do céu do meu bem.
Outras estrelas do céu do meu bem.
Todas as estrelas do céu do meu bem.



(W.B.)


"Chega"


"Unidos venceremos. Divididos, cairemos."


(Bob Marley)



Chega de chorar.
Chega prá lutar.
Chega sobre mim.

Chega de sofrer.
Chega prá valer.
Chega até mim.

Chega de iludir.
Chega prá refletir.
Chega a mim.


(W.B.)

Amanhã...



"O futuro têm muitos nomes.

Para os incapazes o inalcançável.

Para os medrosos o desconhecido.

Para os valentes a oportunidade.


(Victor Hugo)


Não são todos que conseguem entender.
As visões que você observou.
Indecisões são angustiantes.
E para quê?
Rumei para o oriente.
Os xingamentos não mudam o que fez.
E agora só há lamentos.
Veja como são os aumentos.
E nossos contentamentos.

Só conheço um pouco da economia.
É muito blá,blá,blá,blá,blá,blá...é.
E como é!
Derivativos e o amor.
Como alguém consegue saber?
Reze e cesse minhas aflições.

Bem livre é ruim?
É livre quem?
Vai arriscar?
Em quais ações investi?

As paixões são para mim.
Coisas que ferem sua carne.
E não há ímã.
Que atrai cara de pau que mentiu.
E será longo o que previ.
Mas quando quiser mais e mais.
Colecionando mistérios.
Estarei bem longe viu.
E não sabe quão longe.
São novas cores que pinto e repito.
O meu céu tem as cores que escolhe alguém.
Não há mais temores.
E ninguém me fere, me fere.
Com o valor.

Então diga.
A sua nota tem que cor?
A desvalorização consegue estremecer.
E provoca fracassos.
Não há farmácia para a guerra que vem.

Contradições para mim.
Estarão presentes no seu futuro.
Eu vejo que amanhã.
Dirá que sentiu.
Por tudo que fez para mim.
Mas isso não lhe pertence mais, não mais.
O perdedor pode chorar e gritar.
Não ouvirei, pois estarei longe.
Estarei bem loooonge.
Estarei bem longe.
Não sabe quão looooonge!

Antevi desastres.
É !
E repare nos seus percalços descalços.
Quer novo final para velha história.
A nação é sua.
E você que vai ter de mudar.

É livre quem ri.
Com uma coisa que só ela tem.
Consegui ganhar.
Minha abolição.
E estou feliz.
E sou feliz.
E vou feliz
É!

As cotações para mim.
Variam de acordo com o critério.
Será nublado e encoberto o amanhã.
Não rogo pelo vil.
Agora as desgraças não terão fim.
Pode ser mal dito.
As suas questões.
Que se exploda.
Não dizem respeito a mim.
É ruim o desespero longo.
Rosas novas estão no meu jardim.

Atenções, simples assim.
Encantam ao vivo e pelo vídeo.
Nunca quero morrer sem o beijo.
De um verdadeiro querubim.
Ela é um raro jasmim.

Evita velhas histórias.
Elas tem os mesmos finais.
Que não vão mudar e não vão mudar.
De você não quero estar longe.
E aqui agora tem algo que percebi.
Dois corações.
Unidos em um só amor.



(W.B.)

domingo, 14 de novembro de 2010

Ser...sou...




"Uma vida não questionada não merece ser vivida."


(Platão)


Como posso não interessar.

Por tudo que me acontece ao meu lado

E que vejo que está errado.

Uma indecisão, uma previsão.

Sei onde vai parar.

Parado no sítio ou na cidade.

Me sinto bem livre.

E é sem igual.

É maneiro sem desespero.

Agora não me sacrifico mais.


Ei, eu sou.

E os itens do passeio?

Agarre primeiro.

Agora sei o que sou.


Onde o mundo acaba.

E algo novo começa.

O smoking amassado.

E o whisky falsificado.

Você fica muito louco.

Querendo um pouco mais.

Conte-me do livro, com todas as histórias.

Que já não escreve mais.

Explique-me e convença-me.

Que atos doidos são banais.


Ei, eu sou.

Liste o seu anseio.

Complete inteiro.

Agora sei o que sou.

A moral não é decisão de um sujeito.

E o que sou?


Já passei por cada horror.

Mas agora reto sigo vou.

Pois sei o que sou.


Várias graças.

Várias desgraças.

Lapidaram minha essência.

E melhor eu sou.


Indo de peito aberto.

Enfrentando chuva e vento.

Apanhando, caindo e batendo.

Sei que bom eu sou.


Rumando em um navio.

Sem retratos que mostram

O quanto envelheci.

Mas apenas maturou.


Onde o sentimento se esconde.

E você pensa que tudo.

Que falo é simples e casual.

Sua vida e minha vida.

Devem seguir juntas até o final.

Se eu lhe disser, lhe mostrar e explicar.

Você entenderá meus planos afinal.

É verdadeiro sem desespero.

Ninguém santificará satanás.


Ei, eu sou.

Livre-se do pesadelo.

Agarre por inteiro.

Limite nem sempre é corriqueiro.


Agora se não sair dessa.

De novo vai sofrer o que já acabou.

Eeei acabou?


Posso rir com aquela que não é minha dor.

Bom que insensível não sou.

Vários rios.

Várias taxas.

Não sabe da água que pagou.

Um filme incolor sem ter nenhum valor.

Tudo que fez, que viveu e que passou.

Remando em bote vazio.

Deixo para trás o néscio.

Que não sabe o que sou.

Mas sei o que sou.


É, você pode crer.

Em tudo que ele lhe falou.

É você vai ver.

Ele não é louco não.


Preciso da confiança.

Para conquistar.

E pôr em prática o que sou.

Vários embates.

Vários debates.

Comprovarão a todos para onde vou.

É, é para valer.

A loucura se perde no final.

É, é para ser.



(W.B.)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Decisão



"Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos mesmo aos melhores contra-argumentos: sinal do caráter forte. Também uma ocasional vontade de se ser estúpido."


(Friedrich Nietzsche)



Não recaia em antigas falhas.

Nomes não retratam.

O sofrimento que provou.


Vaia à crueldade ingrata.

Prova que é linda e rara.

Despreza quem a destratou.


Engolir sapo não é bom.

Com tempero nem com pão.

Agarro um novo dom.

Há outro enfoque para observar.

Quem quer desatenção?

Ou mesmo passar fome?


Evite a decepção.

Antes que seja tarde.

Escuta o teu coração.

Só se ele for sábio.


Ao decidir o tempo pára.

A maldade vai para o ralo.

E o louco fica são.


Faça, preste atenção e refaça.

Deve olhar para a cilada.

Antes de tomar a decisão.


Posso ser seu som.

Ser a sua curtição.

Deixe-me acabar com a aflição.

Pois sei que contente vai ficar.

E um coração.

Que nunca dorme.


Pode ser transformação.

E também transformado.

Há quem resgata.

Da prisão o condenado.


Tome a resolução.

Sem fazer alarde.

E encoste seu coração.

Na ponta do meu lábio.



(W.B.)

Direções


"Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito."


(Martin Luther King Jr.)


Há os que vêem o mesmo filme e esperam um final diferente.

Há os que acham que o triste pretérito é contente.

Há os que são surdos e não ouvem o latim estridente.

Há os que sobrevoam, nadam, persistem e seguem em frente.

O passado não pode ser substituído.

O presente é para ser vivido.

O futuro espera para ser constuído.

E um ensejo não é recuperado, quando perdido.


(W.B.)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Contradição ambulante



"Seja cortês com todos, sociável com muitos, íntimo de poucos, amigo de um, inimigo de nenhum."


(Benjamin Franklin)


Quero o status quo e quero a revolução.

Quero virar as madrugadas arregalado e quero um sonho tranqüilo.

Quero comer algo e quero beber nada.

Quero sumir do mundo e quero a população chinesa a minha volta.

Quero ficar em um silêncio sepulcral e quero extravasar minha revolta.

Quero escutar ninguém e quero ouvir sua melíflua voz.

Quero um pouco de solidão e quero muito sua companhia.

Quero sair correndo sem rumo e quero ficar no meu canto.

Quero a utopia e quero a simples realização.

Quero o caminho preciso e quero o desvio incerto.

Quero sua atenção e quero a omissão alheia.

Quero a sapiência e quero a nescidade.

Quero a compreensão e quero o desentendimento.

Quero várias ausências e quero só uma presença.

Quero o desprezo do mundo e quero só seu amor.



(W.B.)


domingo, 7 de novembro de 2010

Desde ontem


"Eu sou um caminhante lento, mas eu nunca caminho para trás."


(Abraham Lincoln)


Bom que ontem achei a irmã.

Bom que ontem estava sã.

Mas o que é sadio e o que é bem longo?

Bom que ontem estava bom.


Me aponte o que não vês.

Não é mais longe a reunião de polonês.

E se for um louco freguês.

Me aponte então.


Eu tive a chance que não posso errar.

Respeite quem vive com pavio.

Respeite quem sabe onde vai estar.

Viu que o errado nem o certo vai me parar.

Quais filmes ele não criou e anteviu?


Desde ontem é um pouco mais livre.

Ele sabe o que viu, creia no que ele diz.

Não há ninguém com vida no arquivo.

Desde ontem, só, não.


Houve razões para medir pouco.

E agora sinto que são ouvidas minhas preces.

Por ti e pelo doutor.

Não desiste o justo nem com dor.

Não há crimes e nenhum caso se viu.


Que ele encontre outro que sabe ouvir.

Com os ouvidos da alma o que ele diz.

Nada nem ninguém conhece o que vi.

É importante.

Ah, ele viu, como sobrevive.

Será importante, então!!!


(W.B.)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sei lá...


"A sabedoria das mulheres não é raciocinar, é sentir."


(Immanuel Kant)



Não avalia como já fui longe.

E não encontrei bens iguais.

Não é insana e nem sou louco.

Não estou com uma fútil paz.


Sei lá...

Agarre e seja feliz, sei lá.

Bem como sempre quis, sei lá

Dá-me um sim e então será.


Distrai e não feriu um coração.

Quem tem meio termo para o mal?

Mais de um, afeto que logo viu.

Retorno rouco, pois não tem mais mal.


Sei lá.

Agarre quem a quis, sei lá.

Tem planta na raiz? Sei lá.

Dá-me um sim e então verá.


Há quem preste nesta situação?

Se for não sobra ninguém.

E eu não sei, o que sou ou serei.

O mel dos seus lábios não há igual meu bem.


Sei lá...

Agarre-me pelo nariz, sei lá.

Dê desprezo ao vis, sei lá.

Dá-me o seu amor e constatará.


Sei lá.

Agarre o que fiz, sei lá.

Dê pouco caso ao que ele diz, sei lá.

Dá-me o seu amor e se apaixonará...

(W.B.)






quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Au revoir" (R.S.)


“A distância é como os ventos: apaga as velas e acende as grandes fogueiras.”


(Machado de Assis)


Tchau pra quem vive, já fiz tudo.

A fé de ontem, “babau” se eu for.

Crê e vive, e não há que arrepender.

E não há confetes, sai e já varrem.


Quais pavores, que não diz a ninguém?

Quais, quais horrores que não sei que tem?


Não ando, nem sofro a dor e não sabem.

É meio um debate, não chame de bem.

Danou sutis que resistes ou rasteje mais.

Quem me quer no fio da bita ou em fastio assaz?

Quais temores, que não sabe quando vem?

Quais, quais as dores que não trata com alguém?


Capinou mais um pratinho, assim come mais.

Agarro maus partidos e bom que não tenho tais.

Fez dez pecados, capitais e originais.

Pestes que sobrevivem no altar de cardeais.

Quais sabores, que seu prato não tem?

Quais, quais as cores do retrato de ninguém?


Quais “senhores” e que contrato hein!

Quais, quais amores? Eu saio e saio bem!



(W.B.)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sois





"Onde reina o amor, não há vontade de poder, e onde domina o poder, falta o amor. Um é a sombra do outro."


(Carl Gustav Jung)


Mulher menina poderosa.

Sem par, maravilhosa.

Com amor.

Vossos olhos de fada

E nada tendes mais valor.


Vossa alma, e vosso olor.

A mais viva cor.

Sois apenas comparada.

A uma bela flor.


Ateus.

São todos descrentes.

Mas são conscientes.

Que vossa luz é um bem.

Que vem de algo além.


Vosso coração.

E o meu acorrentado.

Unido e enlaçado.

Minha prosa não traduz.

Vosso brilho no olho meu.


Vossa forma magistral.

Única, sensacional.

Calma e sem igual.

Vosso intenso calor.

E doce sabor...


Sois de Deus.

Sua maior flor.

A mais sublime tentação.

E vosso terno coração.

Aguarda meu amor.


Vosso juízo, vosso pé e vossa cor.

Sois toda envolvente.

Semeais o amor.

E me deixareis contente.

Com o vosso real valor.


Vossa alva estrela.

Vossa beleza.

Vosso jasmim.

Nada é tão belo.

E nem tem o mesmo esplendor.

Em toda a realeza.


Meu coração.

Ouso abrir-vos.

Espero amar-vos.

Vosso sabor.

Em minha boca persiste.

Para mim Deus.

Há e existe.

Pois vosso amor.

Trazeis a beleza de sonhar.

Ao desejar-vos.

Ao empreender-vos.

Uma eternidade por amar.


Juro a vós e ao poderoso.

Pois sei como é maravilhoso.

Ter, e receber a bênção.

De vossa admiração.


Após sorrir em incertos ensejos.

Só desejo os vossos beijos.

Pois, sois o prazer.

Sois em quem pode crer.

E sois um amor para viver.


(W.B.)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tente (entender)



"...Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez..."

(Raul Seixas)



A insatisfação derruba o véu da corrupção.

Não tenho talento musical algum, se punheta tivesse nota, nem isso saberia tocar.

Quando menos se espera o bem surge a sua frente e o mal o pega pelas costas.

Só quem mergulha encontra tesouros, o pescador subsiste.

O arrependimento atrasado nunca adianta.

É difícil entender o desconhecido.

Só compreende o sentimento quem não busca entender.

A maior beleza é a transcendental.

Só constrói um mundo novo aquele que derruba velhos padrões.

Quem não enxerga o óbvio só desperta com o toque na pele.

Fortaleça-se hoje para estar preparado para o golpe no seu ponto mais fraco amanhã.

A conclusão sem explicação é nula.

Aquele que tem uma existência medíocre só tem valor quando se mete na vida alheia.

Não há mulher que não seja cara, umas são queridas e outras não saem barato.

A realização dos meus sonhos é o pesadelo dos meus inimigos.

Ninguém perde quando tenta encontrar.

Há missões que têm de ser divinas.

Não há amor que não ressucita.


(W.B.)