quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sensações




"É sem dúvida mais fácil enganar uma multidão do que um só homem."


(Heródoto)


Sempre tive sensações.
Estranhas que desenganam.
A vaca pastou.
Mas no cavalo que aposto.
Somos cabeças de rebanho.
Pensam da mesma maneira.
De outros anos.

No ontem está o futuro.
E o amanhã é muito longe.
Não sou o caos ordeiro.
De um nobre monge.
Independente de seu panos.
Pelos seus crimes.
Perecerá no calabouço.

Quer sorrir?
Seja inteiro.
Meus inimigos estão.
Em desespero.
Quer ver?
Como são surreais.
Nos papos triviais.
Meu bem a encanta.

Sem camuflar e tampouco mentir.
Sua sorte se abre para mim.
Somos o calor da noite fria.
A verdade que ilumina o sorrir.
E simplesmente, mais dia, menos dia.
Nossos meios serão o mesmo fim.

Não se recusa a estar.
Na minha vida e em meu mundo.
Não há mais questão.
As respostas encontrei.

É um simples jeito.
Um real apreço.
A certeza que alcançamos.
É uma dúvida para acabar.
O velho reconstruo imperfeito.
Pois não há nada para censurar.


Quer partir.
Esse nosso segredo.
Os inimigos mostram seu medo.
Seguimos adiante sem olhar para trás.
Sem a desgraça.
Que lamenta na lama.

Agora nosso bem vamos repartir.
Aquecer a noite com o vinho que vou abrir.
O calor e a garrafa vazia.
Há sonhos acordados.
Vemos um novo dia.
Surgir quando vamos nos amar.

Seu encanto me deixa apenas.
Estupefato e mudo.
Pesadelo? Não há mais não.
Só o que sonhei.

Dentro do peito.
A afago e protejo.
A realeza que somos.
Poucos podem apreciar.
Um novo mundo é refeito.
Os tijolos você traz para mim.

Quando unirmos a história de nossas vidas.
Seremos um do outro e de mais ninguém.

(W.B.)



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Aturdir



"As melhores e as mais lindas coisas do mundo não se pode ver nem tocar.
Elas devem ser sentidas com o coração. "


(Charles Chaplin)


O mundo desabando sob nossos pés.
O caos reinando absoluto.
E a única atitude que resta.
É transplantar cérebro de iceberg.

As medalhas precisam de multidão.
Quatro paredes secretam advertências.
Duras palavras monocórdicas.
Finalizadas com pontos de mel.

Confiança, motivação.
Desafio, conquista.
Reajuste, firmeza.
Precisão.

Uma página mata o livro.
Um gesto é espetáculo.
O gosto é utopia.
O prazer é outro dia.

Os atos cometidos.
No futuro tem sentença.
O que hoje é certidão.
N'outro momento distinto retorno.

São dias que passam.
Que demoram para ter fim.
Repetições de tragédias.
Novelas e polêmicas sem interesse.

A cigana que leu o meu destino.
Era totalmente analfabeta.
Ouço ao longe sorrisos.
Mas as tristezas são silenciosas.

Fazem julgamentos com base no reflexo de seus espelhos.
As respostas para as indagações vem.
E quando chegam não trazem novas perguntas.
Se vão deixando apenas a certeza.

(W.B.)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Conto de fadas



"O amor é a única loucura de um sábio e a única sabedoria de um tolo."


(William Shakespeare)


Eu fiquei mudo.
Eu fiquei sem fala.
Vi uma louca, um sonho.
Retrato de um conto de fada.

Eu vi um caminho.
Encontrando seu carinho.
É calmo e sereno.
Como prazeres.
De velho pergaminho.

Especial, preciso.
Encantado com a luz de um sorriso.
Não há como não se alegrar.
A voltar a viver.

Ainda bem.
Que a singeleza existe.
A tristeza não resiste.
E sabemos o que é o amor.
Ainda bem.
Que a canção não cansa.
Estamos no passo da dança.
E você sempre está aqui.

Eu sou o mar.
Sou o x da equação.
Fada madrinha.
Traz paz e calma.
Com compreensão.

Não errei mais.
Como tempos atrás.
Agora refaço.
Traço livre, novo mundo.
Sem compasso.

Eu revi o destino.
Rechaçando um desatino.
A loucura que vejo.
Faz a bruxa chorar.
De desejo.

Esse tal de perigo.
Acaba no meu abrigo.
Você é o que eu quis.
Podemos ser feliz.
Sem sofrer.

Ainda bem.
Que as flores exalam.
Porque não falam.
O encanto que vi.
Ainda bem.
Que as feridas somem.
Os males não nos consomem.
E o seu bem eu presumi.

Eu vou lutar.
Vou vencer essa competição.
Vencer a partida.
Dessa disputa.
Pelo seu corpo, sua mente, sua alma.
E, sobretudo, seu coração.

(W.B.)





segunda-feira, 4 de julho de 2011

Céu


"Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria."


(Pablo Neruda)



Somos pequenas peças.
Sentindo a aflição.
Somem os trilhos do seu trem.
Esperamos nas ante-salas.
No final você vem.

Somos incomparáveis.
Um chapéu sem cor.
Vai parar de repente.
Na cabeça de outro alguém.
A resposta da questão.
Estou acima do mal e do bem.

Levo para o céu.
E na terra deixo a dor.
A levo para o céu.
Ao precisar sabe o que sou.

Somos a salvação.
Não há temor.
De algo que não sei.
Saímos de desastres, ilesos.
Como a reputação de um frei.

Somos esdrúxulos.
No meio de seres banais.
Os outros não nos entendem.
Separei em unidade.
Definiu como ninguém.

Lá no céu.
Brilha seu valor.
Lá no céu.
Cintila seu calor.
Lá no céu.
A terra só vê um.

E pode chover afinal.
Um novo abrigo encontrou.
Sem memórias de velha fé.
Ou preces de louvor.
As gotas vêm nos lavar.
Abençoei o que em mim não jaz.
Não há medo, nem susto.

No meu céu.
Há águia e condor.
No meu céu.
Só há lugar para um.
No meu céu.
Ela é um amor.
No meu céu.
Iguais não há nenhum.

(W.B.)

#beyourself