quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Au revoir" (R.S.)


“A distância é como os ventos: apaga as velas e acende as grandes fogueiras.”


(Machado de Assis)


Tchau pra quem vive, já fiz tudo.

A fé de ontem, “babau” se eu for.

Crê e vive, e não há que arrepender.

E não há confetes, sai e já varrem.


Quais pavores, que não diz a ninguém?

Quais, quais horrores que não sei que tem?


Não ando, nem sofro a dor e não sabem.

É meio um debate, não chame de bem.

Danou sutis que resistes ou rasteje mais.

Quem me quer no fio da bita ou em fastio assaz?

Quais temores, que não sabe quando vem?

Quais, quais as dores que não trata com alguém?


Capinou mais um pratinho, assim come mais.

Agarro maus partidos e bom que não tenho tais.

Fez dez pecados, capitais e originais.

Pestes que sobrevivem no altar de cardeais.

Quais sabores, que seu prato não tem?

Quais, quais as cores do retrato de ninguém?


Quais “senhores” e que contrato hein!

Quais, quais amores? Eu saio e saio bem!



(W.B.)

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