domingo, 27 de fevereiro de 2011

Eu me lembro...


"Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas."


(Mário Quintana)



Eu me lembro.

Do mal estranho que bem acabou.

Eu me lembro.

Dos escapes que num engano precisou.

Eu me lembro.

Do creme e do batom que se borrou.

Eu me lembro.

De jogar confete nos seus pés.


Mas sei e disse da breve dor.

Infeliz discute e mente a breve dor.

Só comove a mente com breve dor.

Não me quebro mais.


E quem que resiste e é forte?

E quem que consegue entender alguém?

Não ajusto o que pretende e nem quero outro bem.

Quem que sabe do artifício?

Quem que errou ao criar reféns?


Quem disse que seria eterno?

Só não erro digo quem.


Eu me lembro.

E refuto logo onde vai estar.

Eu me lembro.

Levo uma cor para aquele parque.

Eu me lembro.

Dançando sobre o efeito do que sou.

Eu me lembro.

Que nunca entendeu prá onde vou.


Mas sei e disse do leve amor.

Feliz repercute na mente leve amor.

Só comprove a mente com leve amor.

Não me quebro mais.


Quem que se engana que é forte?

E quem que quer discar meu número no fone?


Os finais não tem começo de novo.

O que se quebrou, se acabou.

Quem que insistiu em mais uma emoção?


E quem que realmente se importou com quem afagou?

Talvez prove o seu próprio veneno e talvez comprove como é bom.


(W.B.)

*Kaleygh

Nenhum comentário:

Postar um comentário