
"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor."
(Vladimir Maiakóvski)
Eu vou conquistar o mundo.
O oceano é uma lágrima.
Um caminho mudo.
Ao virar uma página.
Eu vou lançar os dados.
O ódio é dos inimigos.
Cúmplices não são azafamados.
Vêem as verdades dos desmentidos.
Eu tenho a chave.
A nescidade é paredão.
Voo livre como a ave.
Pouso no seu coração.
Eu vejo o sol surgindo.
A treva teme a verdade.
O espelho refletindo.
Não distorce nossa felicidade.
Eu não preciso explicar.
Você sente. E me ouve.
Amada, sabe amar.
Entende o que sou, que foi e o que houve.
Eu sou o vento na sua loura madeixa.
A bela que é fera.
Misteriosa como gueixa.
Encantadora e sincera.
Eu sou a revolução.
A cabeça se perde.
É prescindível a mensuração.
Nosso amor não se mede.
Eu vi a hipocrisia.
O irreal sentimento.
Tudo morre um dia.
E a noite traz arrependimento.
Eu iço a vela.
O sino badala.
Mantenho acesa a vela.
A esperança não se cala.
Eu sou o desejo.
A dose de pura.
O doce do beijo.
O veneno que cura.
Eu vi a cavalaria.
Empunhar o escudo e a espada.
Despreze covardia.
De bruxo e de vaca.
Eu escuto um som.
O sussuro da sua voz.
Eu sei o que é bom.
Eu sou melhor, quando somos nós.
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