"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te."
(Friedrich Nietzsche)
Falsas palavras.
Sem nenhum valor.
Vi atitudes.
Responsáveis por dissabor.
Agora as trevas.
São claras.
Como um cristal.
Para mim.
Hoje só.
Há inverdade.
Há inverdade.
E a ausência.
De quem lhe quer bem.
Sinto.
Que a mudança.
E a distância.
É preciso.
Subestimam-me.
Por nada.
Surpreendo.
De modo profundo.
Tem uma história.
Que parece de terror.
Esta tragédia.
Prescinde diretor.
As garras sem cor.
Que arranha a pele.
E as paredes.
Da sua prisão.
A marca da dor.
Escancarada.
No seu rosto.
Não me dá gosto.
Todas mentiras.
Que dizem para mim.
Morrem no meio.
Sem ter fim.
Roda.
No olho do furacão.
No olho do furacão.
Sem nada real.
Nem firme.
Sei.
Que não faz.
A mínima idéia.
De que sou.
Pensa que me conhece.
Conheço o que pensa.
De cabo a rabo.
Só de observação.
As falsas.
Adulações.
Cedem espaço.
A um despeito.
Persiste um vazio.
De vil existência.
Que não aprendeu.
A preencher.
Amarga dor.
Pensa que prefere.
Frio desprezo.
O que mais fere.
Achaca o pavor.
Ao peito adere.
Solidão será companhia.
Não se desespere.
Se um dia.
Houver sinceridade.
Em algo que faz.
Ou mesmo no que diz.
Esse dia.
Será tarde.
Pois ficou para trás.
A chance de ser feliz.
(W.B.)

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