quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O súdito...




"Enquanto você sonha, você está fazendo o rascunho do seu futuro."


(Charles Chaplin)


Deve ter alguém no porvir.
Que tem um alívio.
Que cessa a confusão.
Que finda o martírio.


Eis que gosto o vinho em paz.
Vindo do exterior.
Relevo aquele que jaz.
Não vale o dissabor.


Não há razão para debate.
Os argumentos que são poucos.
Não aderem em ouvidos moucos.


Um vil que em vão se jogou.
Queda quando o ato repete.


Quem é preciso sem alarde.
Sobrepuja com golpe letal.
Quando o inimigo constata.
Já se foi, já é tarde.


E do alto de sua torre.
A princesa me viu.
Um mero súdito sorridente.
Que a encantou de modo incomum.


A lembrança era distante.
Na retina o semblante ficou.
Um raio a pôs em prontidão.
De um pesadelo, ela despertou.


E do alto de sua torre.
A princesa saiu.
Como uma mulher.
E para essa mulher.
O futuro chegou.
De repente.


(W.B.)

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