"Oh! não tremas! que este olhar, este abraço te digam o que inefável - abandonar-se sem receio, inebriar-se de uma voluptuosidade que deve ser eterna."
(Johann Goethe)
Saboroso odor de madeira.
Inebriando com o abraço que vem me dar.
Crepitando velha chama.
Noite bela, meu rapaz.
Você não sabe menina, mas quero te encontrar.
Minha sentença dada não prescreve.
Uma cigarra desafina o refrão.
Outros dotes não valem nada.
Há uma lua sanguinária.
Você não sabe menina, mas quero te encontrar.
Você não sabe menina, mas quero te encontrar.
Interprete atos antes de reluzir.
Execute fatos antes de decidir.
Meio esquisita, doida, leiga.
Juízo insano nos retratos.
Toda guerra se finda nos pactos.
Teu aroma é redoma meiga.
Você não sabe menina, mas quero te encontrar.
Levo de primeira um golpe à lona.
Prescindo palpite.
Desconheço a enrascada.
Do encanto que ela tem de conto de fada.
Você não sabe menina, mas quero te encontrar.
Você não sabe menina, mas quero te encontrar.
Interprete atos antes de reluzir.
Execute fatos antes de decidir.
Você não sabe menina, mas preciso te encontrar.
Desejando, imaginando, vislumbrando.
O prazer de te possuir.
E o resto do mundo e sua besteira.
Simplesmente deixar para lá.
Você não sabe menina, mas necessito te encontrar.
Você não sabe menina, que eu quero te amar.
(W.B.)

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