terça-feira, 21 de setembro de 2010

Feridas


"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."


(Carlos Drummond de Andrade)



Sempre toda dor.
Nunca é como imaginei.
Não serve o analgésico que tomei.

Podemos nos iludir.
Fingindo tudo entender.
Um dedo na ferida.
Sempre faz gemer.

Não me desaponte.
Nem me cause problema.
Você é a menina.
Que eu quero encantar.

Acabar com sua dor.
Ouvir você dizer: - Sim.
Ser o seu doutor.
Fácil e simples assim.

Você não sabe que alguém.
Sempre guarda um segredo.
Nem toda revelação.
Traz prazer ou medo.

Você sabe o que é o amor?
Não consegui entender.
Felicidade nessa vida.
Se resume a enriquecer?

Por mais que me pragueje.
Por mais que queira me odiar.
Estou solto no espaço.
Livre para voar.

Encontrarei o amor.
Quando disser sim.
Você vai gostar.
Do início até o fim.


(W.B.)

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