sexta-feira, 24 de setembro de 2010

MORTOS E (NÃO) FAMOSOS


"O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar."

(Charles Chaplin)


Respiro, pode ser o último suspiro.
Separados, esmagados por um trem.
O que procuram seres mortos?
Longe há vida sem falsidade.
A meia luz do quarto.
As cinzas de um cigarro barato.
E a ponte para o mundo.
Pálida, fria e virulenta.
Aldeia perdida de colonização turca.
Não preciso do tempero do construtor.
Afaste essa sujeira.
Meu céu mudou de cor.
O campo aberto oprime meu corpo.
Sufoco com o furacão de idéias.
Olhos abertos.
Miram o teto.
Futuro incerto.
Não sei quem detesto.
Carteiros novatos.
Um dia acertam o logradouro.
Ela fica louca tentando entender.
Resiste, insite e persiste em errar.
A fumaça é bailarina na coxia.
Quando tudo é vazio.
Seu saco se enche fácil.
Birra,cinsimo, mentira, egoísmo...
Admiração, ruína, constatação...
Arrependimento, realidade, sofrimento...
Escopo, caminho, topo...
Qual bombeiro salva suicida?


(W.B.)






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