sábado, 4 de dezembro de 2010

Tempo




"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz."


( Eclesiastes )


Ruiu o império que poderia levantar.
Capital de devaneio e partes perdidas.
Ilegais escutas.
Lamentos que repetiram.
Fiz a releitura de minha história.
Vocábulos das minhas folhas.
Obstáculos das suas falhas.
O calor no frio convence.
Vislumbro o fim do embuste.
Some o cometa sem retorno.
Indiferentes clamores.
Um vinho após o fetuccini.
É prescindível o tim tim.
Na rede pesca calmas preces.
E revele-me quais ritmos.
O filtro está onde não vês.
A "moça" rumando sem ninguém.
Na "moça" rezando zen.
Há serpente.
Um suspiro inquieto.
Irrisível para mim.
Embale e não fale.
Amor cole aqui.
Oh, estou soando.
A fé martiriza o único cânone.
O frio da brisa.
Em límpidos mares verdes que navegarei.
Não!!!
Regurgite, blasfeme, odeie...

(W.B.)

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