sábado, 26 de novembro de 2011

Outro degustar




"As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos."


(Oscar Wilde)


Quem sabe os vocábulos que podem fazê-la entender.
O que um louco imagina tem valor.
Destruído, abatido, sigo afinal.
Não há comprimido para meu mal.

O amanhã passou e você não viu.
Um dia repetido, dividido.
Pelo instante que nos uniu.

A porta que se fecha
Pode não mais se abrir.
O fastio e o vazio.
É impossível definir.

Gosto do gosto gostoso.
De gostar.
Gostei a contragosto.
Como agora desgostar.

O gosto do bom gosto.
Gosto de degustar.
O mundo fica lá fora.
Não pode nos encontrar.

Tenho de iludir, sorrir.
Enquanto desejo chorar.
O que tenho aqui.
É aqui que vai ficar.

Em outra vez a quietude.
Pôde por mim discursar.
Amor e valor são coisas fáceis.
Apenas de se rimar.

Gosto do gosto gostoso.
De gostar.
Gostei a contragosto.
Não há como desgostar.

O gosto do bom gosto.
Gosto de degustar.
O mundo vai embora.
No mel do seu olhar.

A promessa nasce.
Nasce com a missão de se cumprir.
Desconto as contas.
Sei o que tem para dividir.

Uma vez eu disse.
Que é engodo essa história de amar.
Seu amor, meu doce amor.
Obrigará a me retratar.

Gosto da sua eloqüência.
Do seu silêncio.
E do seu falar.
Gosto do que há para gostar.

O mal de um louco apaixonado.
É viver em um deserto.
Com uma existência repleta de sede.
Sede de amar.

O receio e o dissabor.
Podem nos assombrar.
Porém o seu sabor.
Deve se apreciar.

(W.B.)

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