'"Se as coisas não acontecem como desejamos, deveríamos desejá-las do modo que elas acontecem."
(Aristóteles)
Eu não sei.
Quais são seus desejos.
Nem porque perdeu a fé.
Mas sei que sou.
Aquele que a silenciou.
Com um bem que não sabe o que é.
A causa de uma dor.
Rende-se à observação.
E não precisa carregá-la.
Para onde for.
Pois o que nos fez sofrer.
No passado deve se perder.
Seu presente ainda não desembrulhou.
Sei que buscou.
Uma proteção.
Velha afeição.
Mas não as encontrou.
Só achará quando disser.
Agora, pegue-me.
Jamais largue-me.
Pois de você, eu sou.
O esperava para salvar-me.
E levar-me para seu céu.
Todas as preces que fiz.
Pensei que ele não pudesse entender.
Ele se compadece ao me ver triste.
Um louco bom.
Que findou o mal de um modo estranho.
Toda filigrana.
É uma prova cabal.
De que anjos podem descer.
A terra para nos fazer crer.
Suas armas depôs e se desramou.
Para minha proteção.
Ante a minha afeição.
Ao que mais suplicou.
Nosso frio cessou.
Em um beijo quente.
Em um futuro presente.
Juntos acabamos com o mal.
Eu sei que sente.
A saudade de voltar para o céu.
(W.B.)

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