terça-feira, 27 de dezembro de 2011

DREAMS



"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"


(Mário Quintana)


Sei que vou.
Como não pode ver.
Em liberdade.
Não dá mais.
Para se manter no chão.

Alguém destruiu.
O seu tecido.
E o seu sentido.
Abra-se para esse.
Novo som.

A solidão e a dor.
Não vão desaparecer.
Se guardar nas memórias.
O que lhe fez sofrer.

Sozinha ficará.
Solitária, é bom?

Seus dedos.
Revelam o que.
Acontece.
Em sua mente.

Jogadores.
Em um tabuleiro.
Sem jogo.
Uma mulher.
Que regressou.
No meio de uma chuva.
Antes de um céu.
Que se limpou.
E depois nevou.

Agora você vem.
Porque vê.
A minha visão.
Clara, visão de sons.

Só para mim.
Revela os desejos.
Que giram ao redor.
De seus sonhos.

Feliz, enfim.
Sem fim.
Em meio aos beijos.

Ainda está presa.
Nas masmorras.
Das memórias.
Surge um plebeu.
De um mundo novo.

O universo treme.
Com o que não entende.
Poucos jogadores.
Realmente amam.
Estar no seu jogo.

Você voa fugindo.
Do que nunca foi.
A chuva de fogo.
Deixa limpo.
O firmamento agora.

O fato de cair.
O céu sob nossas cabeças.
Mostra que em nenhum.
Abismo desabou.

E o que há.
Entre mim e você.
Perto dele.
O universo.
É pequeno.
Pequeno.
Muito, pequeno.

(W.B.)

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