"Em minha parede há uma escultura de madeira japonesa.
Máscara de um demônio mau, coberta de esmalte dourado.
Compreensivo observo.
As veias dilatadas da fronte indicando.
Como é cansativo ser mau."
(Bertolt Brecht)
Estou em paz.
Feliz.
Tudo em ordem.
Sem problemas.
Ou dissabores.
Agora pertenço.
Só a mim.
Estou em paz.
Feliz.
Nenhuma desordem.
Pus pá de cal.
Nos medos.
E pesadelos.
Dei fim.
O horror.
Que queria me dar.
Era original.
A cegueira.
Mas, eu vi.
Estou aqui.
Mas você está longe.
É irreal.
A sorte.
Do meu caro.
Querubim.
O maior temor.
Concretizou.
Não queria.
Que a máscara.
Caísse.
Mas, enfim.
Mas, enfim.
Descobri.
Os signos.
Não dizem o contrário.
Não dizem o contrário.
Não há mal.
Afinal.
Afinal.
Ela disse sim.
Somos apenas.
O que um e outro quer.
Estou feliz.
Ela.
Me chamou.
Me chamou.
De seu conde.
Pus uma música.
No rádio, e pedi:
- Por favor, amor.
Dance para mim.
(W.B.)

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