terça-feira, 18 de agosto de 2015

Tudo em ordem




"Em minha parede há uma escultura de madeira japonesa.
Máscara de um demônio mau, coberta de esmalte dourado.
Compreensivo observo.
As veias dilatadas da fronte indicando.
Como é cansativo ser mau."


(Bertolt Brecht)


Estou em paz.
Feliz.
Tudo em ordem.


Sem problemas.
Ou dissabores.
Agora pertenço.
Só a mim.


Estou em paz.
Feliz.
Nenhuma desordem.



Pus pá de cal.
Nos medos.
E pesadelos.
Dei fim.


O horror.
Que queria me dar.
Era original.
A cegueira.
Mas, eu vi.


Estou aqui.
Mas você está longe.
É irreal.
A sorte.
Do meu caro.
Querubim.


O maior temor.
Concretizou.
Não queria.
Que a máscara.
Caísse.
Mas, enfim.
Descobri.


Os signos.
Não dizem o contrário.
Não há mal.
Afinal.
Ela disse sim.
Somos apenas.
O que um e outro quer.


Estou feliz.
Ela.
Me chamou.
De seu conde.
Pus uma música.
No rádio, e pedi:
- Por favor, amor.
Dance para mim.


(W.B.)

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