quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Independência ou morte...



"Não vos aconselho o trabalho, mas a luta.
Não vos aconselho a paz, mas a vitória!
Seja o vosso trabalho uma luta!
Seja a vossa paz uma vitória!"



(Nietzsche)


Aprecio a produção de textos distintos desse que postarei, entretanto ao ver as imagens de ontem não dá para calar.
Alguns querem, de acordo com seus interesses, propagar a idéia de um neo-cara-pintada com a marcha contra a corrupção.
Foram veiculadas reportagens em algumas cidades do país, inclusive da capital federal, com manifestações simbólicas da lavagem da fachada de um dos prédios da esplanada dos ministérios, etc.
Não sou contra tal tipo de atitude, sou até a favor, mas acho que seria interessante indagar se muitos do que lá estavam se recordam de quem votaram nas últimas eleições?
Nada contra o deputado Tiririca, mas aqueles que no último pleito "depositaram" sua confiança no nobre candidato, achando que estavam realizando um voto de protesto, sabem que ajudaram a eleger parlamentares envolvidos em escândalos de outrora?
Apresentadores, analistas, jornalistas comentaram sobre as marchas a presença e a ausência de figuras tradicionais em eventos desse tipo, mas porque o mesmo veículo de comunicação não mostrou uma faixa, uma reportagem, uma foto sequer dos eventos contra o Senhor Ricardo Teixeira que também enfrenta várias denúncias de corrupção?
Por que possui os direitos de transmissão do campeonato nacional e não quer ficar em maus lençóis com o maquiavélico presidente que c... para a opinião pública?
Teremos desperdício de verbas públicas na construção de estádios que serão elefantes brancos. A Copa de 2014 custará R$ 64 bilhões, querem a saída do presidente da CBF, mas tem de haver uma mudança em toda a estrutura, com a retirada de dirigentes que ao dizerem amar seus clubes, se locupletam, mantém presidentes de federações que se perpetuam no poder como o presidente da Federação Catarinense de Futebol que está há 26 anos no "comando" do futebol da terra de Gustavo Kuerten, provavelmente inspirado no seu nome, Delfim, deve querer ficar até o fim de seus dias no cargo que ocupa há pouco tempo.
Querem polarizar "discussões" políticas em torno de quais siglas são ou foram melhores em seus mandatos e seus militantes defendem fervorosamente seus pontos de vista como se a camisa que envergam fosse uma farda e armados de argumentos tem de derrotar os inimigos que tem uma visão diferente.
O que menos se precisa é de radicalismos.
Independentemente da legenda os partidos tem bons e maus nomes em seus quadros, porém a responsabilidade é nossa de colocarmos essas figuras no poder e depois não cobrar, não se interessar pelo que fazem.
Não há mais a desculpa que não há meios ou não há tempo para se fazer ouvir.
Um e-mail enviado para um parlamentar ocuparia apenas 10 minutos do seu dia, se tanto, um twitter poucos segundos e com certeza sua indignação e de muitos(as) será ouvida.
Às vésperas da votação do pacote de auxílio à economia americana para enfrentar a "crise de 2008" houve uma enxurrada de mensagens eletrônicas para Câmara, Senado e para a Casa Branca pedindo que o pacote fosse aprovado.
Nos dias de hoje estamos vivendo inúmeras e inúmeras mudanças, então temos de mudar muitas maneiras de agir e pensar.
Vou votar no fulano, ou seja lá quem for porque é gente boa...
Em primeiro lugar tem de ser competente, saber o que tem de fazer, e se for "gente boa" melhor.
Porque muitos são os "gentes-boas" que são eleitos e depois são vereadores/deputados/governadores/senadores,etc-maus que não estão nem aí para a opinião pública sem preocupação com seus atos, crentes que gozam de impunidade parlamentar.
Temos de ter reforma política sim, mas que tal antes termos reformas dos políticos, reforma da forma de votar, dos critérios que são utilizados para escolher esse ou aquele representante.
Em uma empresa privada você não contrata "gente boa". Você emprega funcionário qualificado para realizar determinadas tarefas, porque em política é diferente?
E se um funcionário é pego roubando em seu trabalho é demitido com justa causa, enfrenta processo etc etc etc, então se um representante é flagrado em atos de corrupção por que não perde automaticamente, sem qualquer necessidade de averiguação, seu mandato?
Será que muitos quereriam se eleger?
A omissão leva à corrupção.
Por isso que alguns acham que podem fazer na vida pública o que fazem na privada?
Parece que a consciência do brasileiro é bienal e só ocorre em pleitos municipais e no pleito nacional e nesse ínterim é como se ela não existisse.
Quem odeia política e políticos odeia a si próprio, pois somos políticos e fazemos a política da boa vizinhança, há o politicamente incorreto etc etc etc.
Portanto, antes de comprar a idéia equivocada com interesses velados, pare, pense, indague, questione, reflita, e sobretudo não se cale, pois como afirmou Martin Luther King:
" - O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."

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