sábado, 9 de outubro de 2010

Em tuas mãos


"Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca."


(Clarice Lispector)



É uma nova situação.

Retalhos de cobre.

Sem nenhum verniz.

Sumiram os bobos.

Quem vais enganar?

Hipocrisias maquiadas.

Em palavras falsas.

De virtude.

Não precisa afiar.

Os teus canivetes.

Não precisará usar.

Os teus canivetes.


Fui para outras mãos.

Fútil, ainda insiste.

Em não ouvir.

Há novas paixões velhas.

Que me vem sorrir.

Quis tomar um cálice.

De tinto vinho.

Ou de cicuta.

E vais chorar a sós.

Modelando barro.

E vais chorar.

Com saudades do meu som.


Me entrego.

A outra dona.

É distinta essa vez.

Não estou preocupado.

Em me explicar.

Ouviste o que dói.

“Fé podre” querida.

Livre na pista.


A mão que lhe afagar.

Será a do teu carrasco.

Estou a amar.

Quem sabe que eu sou bom.

E sobre teu canivete.

Enfie e passe muito mal.

O que falas é desconexo.

És obtusa e não adianta explicar.


Até mais, vá embora!

Bye byes, estou fora.

Mas ela é “da hora.”

Demais...



(W.B.)

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