sábado, 23 de outubro de 2010

Não mais, jamais


"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras."


(Friedrich Nietzsche)



Oh menina, não rie, nem a verdade digue.

Você não sabe o que sentiu.

Qual o palhaço do seu circo de confusão?

E não ofende não.

A flecha não breca suas espirais.

Almocei suas migalhas.

Surpresas, não são para mim.

Mais tarde e...

Sou mais um pescador.

E há algum em minha rede.

Você chamando por mim agora.

Não sabe quanto quero ser.

Com você sei, como é bom.

Não há faltas, detrás.

Um segundo parece a eternidade.


Se eu ficar louco, um pouco doido por favor salve-me.

Um pouco mais, é demais.

Se eu for, quero seu sorriso de prazer.

Ele é mais que demais.

Agora o perdedor fez promessas em torno do rei.

Achando tudo muito lindo e está ainda doendo.

E isso eu sei.

Se quiser não ter tormenta, não diga sem pensar.

Eu durmo sem rebites e não acordo mal.


Se ficar louca, um pouco louca, te salvo tá.

Mas, não é nada demais.

Se você for, não é quente sem você.

Não é jamais.

A quero louca, muito louca, entenda-me.

Atrás, ficou lá atrás.

Se não for é um requinte de prazer.

Mais que demais.

Mais que demais, muito.

Mais que demais!


E agora o céu está ao alcance de nossas mãos.

Fale-me se os segundos viraram eternidade?


Se estiver louca, um tanto louca, prá valer.

Saberá que não é demais.

Se recompor com quem te viu, lágrimas verter.

Nas dores que não voltam mais.

Se disserem que é louca, que está louca, por favor acredite-me.

Vai quem são banais.

Se você for com quem te viu, lágrimas verter.

Isso não se repetirá jamais.

Não mais, jamais.

Não mais, jamais.

Jamais...jamais.

Jamais...jamais.

Isso eu sei.


(W.B.)




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