domingo, 10 de outubro de 2010

"Esbarrões"


"Nós já temos encontro marcado, eu só não sei quando.
Se daqui a dois dias. Se daqui a mil anos..."


(Jorge Vercilo)


Nem precisa estar agendado.
Sei que vou lhe encontrar.
Mais dia, menos dia.
Quando menos esperarmos.
Sem planos arquitetados.
Vamos nos "esbarrar" sem nem perceber.
Um indescritível par, o que iremos ser.
Um novo amar, um antigo querer.
Dois nomes sorrindo em uma só voz.
Sonhos para construir com tijolos carnais.
Acima da média, somos assim.
O amor não tem nexo e não é preciso entender.
Estar com você será alegria.
Você ergue muros para se defender?

Não há gritos e nem berros.
Deponha suas armas, me entrego.
Você vai se endoidar, com imenso prazer.
Sua sorte já começou a mudar.

Não há gemidos, não me desespero.
Baixe suas armas, e diga: - me entrego.
Você vai se alegrar, com certeza pra valer.
Não há morte para quem vive a lutar.

Não minto para você que sou forte.
Corajoso para lhe amar.
O mal não acaba apenas com a morte.
A gente que deve acabar.
Quero retratos de faces felizes.
Seus olhos a brilhar, quando me ver.
Um destino, uma união, um viver.
Delicioso amar, oportuno querer.
Somos remédios para resolver, e venenos para odiar.
Você não pode conceber, tampouco imaginar como quero vê-la sorrir.
Sabe dos sentimentos que tenho bem aqui.
Não são clamorosos, nem absurdos.

Não ouvirá dizer que me desespero.
Você vai falar: - Sim, me entrego.
O tempo vai passar e o mal desaparecer.
Tem a sorte de um desejo profundo de alguém para lhe amar.



(W.B.)

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