
Mal, já era, estou sozinho.
O fim do sufoco. Um novo caminho.
É vaca no cio. Ferida e anzol.
É coito, sorte, desgraça e farol.
Tristeza do pranto. Pó de zoeira.
Vaga (há), vagueia, perdida sem eira.
Rabeira em assento, bumbo de gafieira.
Começo de fim de mundo. Cheira a beira.
É perda, perdendo, é o cúmulo da burrice.
Luva sem mão, reza sem especialista.
Dente doendo, sem anestesista.
Régua e compasso, sem trapezista.
Tem fé, tem não, desgraça criança.
Dá na mão e não dá esperança.
Cai o véu, cai no erro do não.
Distrato, aponte, o seu chão.
Largue o moço seguir seu carinho.
Rei morto, rei posto; rei burrinho.
Estrepa, se trepa, quem conta um conto?
Flui, concluindo, amando o desamor.
Uma flecha que não é reta voando.
Uma blusa de lã e o aroma fragrando.
Tenha vida na longa jornada.
Um bacana também deixa desesperada.
Concreto na asa não traz fama.
Não é desgraçado, quem ama e ama.
É um passo de dança e filosofia vã.
É seu sorriso para seu maior fã.
Não sobra o mau, resgatei sua fé.
Carinho no coração sem marcha ré.
Faço, disfarço e refaço a percepção.
Percebo a sua real emoção.
Afinal já era, eis outro caminho.
Não tenho pouco carinho.
Refaça, aponte, seja sã.
É bela à noite, à tarde e de manhã.
Passo, traço e repasso a percepção.
Perceba a verdadeira intenção.
Mal se ferra pelo sozinho.
Gesto, tosco e um pouco mesquinho.
Tato perdido, perdida, no sol, sem vara nem anzol.
Graça sem desgraça, sim sem não.
Prometo viver no seu coração.
(W.B.)
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