sábado, 29 de janeiro de 2011

Bem...



"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas."

(Friedrich Nietszche)

Fecha seus olhos para a verdade.
E abre os braços para a mentira.
Ouvidos atentos à blasfêmias e heresias.
Explicações foram improfícuas, apesar de não tardias.
Eu sinto muito.
Toda a insensatez.
A consciência tranquila me absolve.
Vejo a luz no futuro.
Mesmo com esse tempo escuro.
Dizem-me para desistir, o destino abandonar.
Mas que posso fazer.
Se tenho de resistir, e é o instinto de empunhar.
Penso sobre isso, sobre ele, sobre nós.
Nós que desatam não possuem força.
Um camarada aguarda.
E não vai embora.
Mulheres sem razão.
Vivem vidas de migalhas.
Repetem falhas.
E desejam o que tem mais não.
Desprezou, passou, acabou.
Houve toque para mudar.
Se preocupou com o retoque ao se maquiar.
Desatenção é impiedosa.
E a solidão jamais é silenciosa.
Passes de mágica.
Não mudam sentenças.
Anda em busca de encontrar.
O que não existe mais.
Se aproxima alguns centímetros de sol.
Vejo os mesmos prédios de novas cores.
Há na morte o instante que renasci.
Beijo a rosa sem perfume.
Mas é olorosa para mim.
Para quê chorar, para quê ligar.
É uma coisinha, bonitinha.
É meu ouro e meu tesouro.
Formosa, meiga.
Delicada, inteligente e maravilhosa.
O pior castigo.
É a falta de um ombro amigo.
Se não vês.
Nada posso fazer.
Agradeço a Deus que forte.
Ele me fez.


(W.B.)

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