quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

(Re)descoberta


"A verdadeira origem da descoberta consiste não em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos."



(Marcel Proust)



Acorde rosa, onde estou.
No crepúsculo acinzentado.
Do meu céu.
Há "el" do bem.


Perdoou.
Seus ósculos de fel.
Para esse papel.
Não há mais ninguém.


É ruim sentir frio.
E perder o calor do rei.
Há mais outro véu.
Não critique o réu.


Até tentei.
Sorrir com desgosto.
Não ver estes crimes.
Congelar na quente brisa.


Como estou contente.
Com um desvio diferente.
O homem revela o mal.
Quem negou, vai perceber.


Não duvide. Não duvide.
De quem sabe sorrir.
Onde acabar a emoção.
E só restar o seu temor.
O quê e como vai refletir?


Agora sei que no final.
Tudo é mar e carnaval.
Sem os martírios.
Vivo como arlequins.


Bom que renovei.
Análise sobre mim e sobre o bem.
Andando num campo voluntário.
Resquícios de dons que satisfazem.


Agora sei.
Que você me viu.
E gostou dos meus lisonjeios.
A graça feita de encanto sutil.


Talento de aplausos de pé.
Descaso é o que é feito por vil.
Temos o prazer.
No sorriso magistral.
E a (re)descoberta...


(W.B.)

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