quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Outras cores


"O destino conduz o que consente e arrasta o que resiste."


(Sêneca)


Alguém resiste.
Sozinho.
Passa pela janela.
O aroma dela.

Há dó.
Barulhinho.
Vejo algo insano.
Quem sabe do plano?

Insensibilidade ao toque
Velho erro em outro enfoque.

A vitória não traz drama.
Descobre o rosto nu.
Mas você me ama.
É preciso ser feliz.
Nada é mais profundo.
Que a raiz.

Puto sem fama.
Curto grama. Curto drama.
Curto. Curto. Curto.
Longa chama.

Hoje mudei tudo e nada.
Nas dores do meu passado.
Abri a porta de outro caminho.
Abracei a frente fria.
Lá vai hipocrisia.

Hoje encontrei novas cores.
Aqui do meu lado.
Sei que compartilho.
Atentado de calmaria.
Há luz de novo dia.

Me ama, me chama.
Sentidos de prazer.
Para conquistar.

Clama. (Re)clama.
Vamos reerguer.
O mundo se ele desabar.

Insana. Na cama.
Quero entender.
Mas aguardo o tempo passar.

Qeum existe.
No vazio.
Desgraça bela.
Só a que se vê na tela.

Ata nó.
Sem carinho.
Adversário é seu mano.
Vi então desengano.

Agrava o lobo que uiva rock.
Reencarna woodstock.

A ponte que atravessa sua mancha.
Não é de Istanbul.
Não tem pilar na lama.

É preciso ter raiz.
Em outro mundo é feliz.
Gama, a dama.
No meu xadrez.
Não há reis para derrubar.

Hoje sei.
Que não sou condenado.
Nem sou pobrezinho.
Locupleto com vilania.
O que fez tem garantia.

Hoje aprovei.
Meu ato impensado.
E importa trilho.
De outra siderurgia.
Talvez o aço ressurja um dia.

Meu coração.
Aquece o anzol.
Mama, mama.
Vai entender.
Quando realizar.

Me ama, me chama.
Quero lhe convencer.
Que sou quem deve amar.


(W.B.)


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