terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Sonho, perdas, encontros...




"... os encontros mais importantes já foam combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam..."



(Paulo Coelho)


Foi um sonho estranho.
Quando acordou.
Parece que nada sentiu.
Acho que nada sentiu.

Nadou lagos, correu nos campos.
Disse: - Me arrisquei.
Viu engravatados, bem trajados.
Onde algo pressentiu.

E viu como é mau.
Enganar a si mesmo é um horror.
E viu como é mau.
Enganar a si mesmo é um horror!


Acho que quis algum bis.
Vê-lo rindo de outros tipos.
Acabou em desastre.
Acabou com o resgate.

Aos poucos encontro anjos.
Os demônios sumiram no inferno.
Suando nos frios glaciais.
Esquentou outra questão.

E viu como é legal.
Conhecer seu próprio valor.
Seguiu seu ideal.
Sua idéia não o culpou.

Vi abrindo a porta do Conde.
Sem velhas cores.
Que pintam aonde?
Que pintam aonde?
Vês que sonhos não morrem?

Quebrou as mãos e a luz dos améns.
Encontrou sua graça.
Vai o enxame.
Vai o vexame.
Não há palpites.

Ele viu que é achado.
Aquilo que se procurou.
Ele viu que é retornado.
O mal que proporcionou.
Ele viu que é encontrado.
Quando não se perde o valor.
Ele viu que é desvendado.
O mistério do novo amor.



(W.B.)

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