domingo, 16 de janeiro de 2011

Conjuntura


"Ser incompreendido é o destino de muitos de nós."


(Goethe)


Canibalismo individual.
Genocídio solitário.
Caminhos pedregosos.
Expectativas fundadas.
Verdades sem roupas, cruas.
No meio das ruas.
Teu sorriso reluz mais que o sol.
Ecos do banimento.
Reminiscências de películas.
Downloads de obras-primas.
Seu coração formatado.
Ainda abriga o vírus.
Da frustração e da tristeza.
Meu desaparecimento.
Leva alegria à outras pátrias.
Neo-liberalismo, neo-fascismo.
É preciso velho sossego.
Murmúrios desconexos madrugais.
Mero facínora.
Equivocadamente avaliado.
O regresso da nascente estrela.
Toda mente questionadora é emudecida.
O rio das tuas certezas.
Deságua no mar de dúvidas.
Sonhei, como sonhei.
Com os males que inventei.
Um estranho cara.
Para alguns é jóia rara.
Entalha imagem de rapaz de bem.
Peso de cobre, coração nobre.
E um simples jeito.
Que não complica o parapeito.
Namoro com sabor de amora.
Não sei o que falseia, só sei que me adora.


(W.B.)

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