domingo, 16 de janeiro de 2011

XIII



"Veni, vidi, vici"


(Júlio César 47 a.C.)


A contenda estrangeira e rude.
Quebra de palavra, falha estratégica.
Ascensão, plenitude.
Queda sem trégua.

A maior história.
Que o mundo vira.
Líder livre.
Com nobre destino inspira.

O fogo da justiça. Chama nos olhos. Sem venda.
Ela já fora, não como a lenda.
Carisma, arrojo, energia, reputação.
Admirador, orador, modifica o senado, a política e o senador.

Equivocadas considerações.
Conquista de outras civilizações.
O desejo da missão.
Modo de falsa exibição.

Vingança, ódio e raiva no semblante.
Sem compaixão, sem perdão.
Povo cruel e derrota humilhante.
Não há vitória da expansão.

Veneno na veia. Poder pela força.
Ostentação de poder. Oponente de aldeia.
Tarde demais para salvar.
Cedo demais para escapar.

Após o ápice só resta o declive.
Imutável reluta em mudar.
Não tem grade espírito livre.
Grande no horizonte vai estar.

O início do fim.
Alimentando do declínio.
Inimigo bárbaro ruim.
Revelação de opaco fascínio.

Que tipo de mulher é essa?
Quão sensata nos conselhos?
Quão estava nos planos?
Quão firme para com os soldados?
Quão severa quando disciplina requer?
Quão generosa quando necessidade chama?

Redefinição de limites.
O destaque vem da coragem.
Descentralização inédita.
Rio às costas.

O que cresce se fragiliza.
As conquistas se diferem pelo valor.
Aquele que vence se martiriza.
Novo comando vem do exterior.

À beira do colapso.
Mestre dos fantoches.
Vândalos que deixam assustados.
Cessão pela paz do bosque.

Nova corte, outro valor.
Étnica tensão.
Acelerada transformação.
E o último imperador.

(W.B.)

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