segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quimeras


"O guerreiro irá entender que o tempo de Deus não é igual ao seu próprio tempo."


(Paulo Coelho)


Andei em um nível que não vê.
Corri riscos.
Corri em círculos.
E não pode entender.

Agora queria beber.
Um cálice dourado.
Pois essa ocasião.
Faz por merecer.

Sem entulho, com calor.
Você não vai para onde eu for.
Reparte a alegria.
Da minha comemoração.

Destemido ele vai.
Quimeras da mente não sai.
Aprende a lição.
Que quem quer bem não trai.

Armei o alçapão.
Almejei coração.
Amei a dor.
Pulei um degrau.

Agora que começou.
Amei o que sou.
Sou a fé do descrente.
E a serpente sem mal.

Reviste o que quis dizer.
Eles não estão em mim.
Para me repudiar.
E nem para compreender.

Se estou pronto para vencer.
Não me negue.
É muito triste.
Mas alguém irá sofrer.

A porta do futuro desabou.
Agora procura o que acabou.
Traga-me o mapa.
Da nova direção.

Meios termos banais.
Quem sabe onde sai.
A dor que reprime.
E que retrai.

Agora eu vou.
Vou sem ilusão.
Achei o valor.
Vôo sobre o mal.

Ninguém sabe o qeu sou.
Ninguém sabe onde vou.
Sou a dúvida do crente.
E pode acreditar.

Não me surpreendo.
Com o seu clamor.
Agora estou melhor.
Com o que surgiu.

Estou.

Acima do bem e do mal.
Acima do que possa pensar.
Além do que possa imaginar.
Além de toda a dor.
Além de novo temor.
Sou aquele que convence.
Não há porque duvidar.

Armei a situação.
Amei a ocasião.
Agora vou provar.
Chamei o gratidão.
Clamei o patrão.
Vou mostrar para toda essa gente.
O que sempre fui e sou!

(W.B.)

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